

Santa Catarina segue apresentando desempenho econômico superior à média nacional, mesmo em um cenário de desaceleração da economia brasileira e global. Dados do Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais, divulgado pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) estadual cresceu 2,9% no acumulado dos 12 meses encerrados em março, enquanto o avanço da economia brasileira foi de 2%.
O setor de serviços permaneceu como principal motor da atividade econômica catarinense, registrando expansão de 4,1% no período. Os destaques ficaram por conta dos serviços técnicos e profissionais, que cresceram 9,6%, da administração pública, com alta de 8,3%, e dos serviços de informação, que avançaram 5,3%, refletindo o fortalecimento de atividades ligadas à inovação e tecnologia.
No comércio, Santa Catarina também superou o desempenho nacional. As vendas do varejo cresceram 2,3% em 12 meses, enquanto a média brasileira foi de apenas 0,2%, colocando o estado entre os destaques do país.
No cenário internacional, o estado manteve relevância nas exportações de produtos industrializados e agroindustriais. A China permaneceu como principal destino dos produtos catarinenses em 2026, enquanto mercados como Japão, México e Países Baixos ampliaram participação nas compras.
A agropecuária também contribuiu para o crescimento econômico, com avanço de 3,1% no período analisado. O desempenho foi impulsionado principalmente pela pecuária, que cresceu 4,4%, sustentada pela força das cadeias de aves e suínos e pelo aumento das exportações de proteínas animais.
Já a indústria apresentou resultados distintos entre os segmentos. A indústria de alimentos avançou 4,9%, beneficiada pela demanda externa e pela produção agropecuária. Por outro lado, a fabricação de veículos registrou retração de 17%. Ainda assim, a indústria de transformação catarinense mostrou resultado superior ao nacional, mantendo estabilidade enquanto o setor recuou 0,9% no Brasil.
O mercado de trabalho continua sendo um dos principais diferenciais da economia catarinense. No primeiro trimestre de 2026, a taxa de desemprego ficou em 2,7%, a menor do país, frente à média nacional de 6,1%.
Segundo a Seplan, o estado contabilizou 4,5 milhões de pessoas ocupadas, um aumento de 91 mil trabalhadores em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, Santa Catarina criou 63 mil empregos formais até abril, alcançando o terceiro maior saldo do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais.
Outro indicador de destaque é a formalização. Entre os trabalhadores do setor privado, 86,7% possuem carteira assinada, o maior percentual do país e bem acima da média nacional de 74,7%.
O rendimento médio dos trabalhadores catarinenses também permaneceu entre os mais elevados do Brasil, atingindo R$ 4.298 no primeiro trimestre de 2026, valor 15,5% superior à média nacional de R$ 3.722.





