

O governo federal lançou nesta semana a nova edição do Programa Tecnova, iniciativa voltada ao incentivo da inovação em micro e pequenas empresas brasileiras. A expectativa é destinar até R$ 588 milhões para projetos de desenvolvimento tecnológico entre 2026 e 2027, somando recursos federais e contrapartidas estaduais.
Coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o programa disponibilizará inicialmente R$ 360 milhões em recursos não reembolsáveis para empresas com faturamento anual de até R$ 16 milhões.
A meta é apoiar até 713 empresas em todo o país, fortalecendo o desenvolvimento de novos produtos, serviços, processos e soluções tecnológicas capazes de ampliar a competitividade dos negócios brasileiros.
Pela primeira vez, o Tecnova alcançará as 27 unidades da federação, ampliando a descentralização dos investimentos em inovação e tecnologia. A execução dos recursos contará com a participação de fundações estaduais de amparo à pesquisa, agências de desenvolvimento e entidades parceiras, como o Sebrae.
As empresas interessadas poderão apresentar propostas até o dia 3 de agosto de 2026 por meio da plataforma da Finep. Os projetos aprovados terão prazo de até 60 meses para execução.
A iniciativa chega em um momento em que o Brasil busca ampliar investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação para aumentar sua competitividade internacional. Dados divulgados pelo MCTI mostram que o país investiu R$ 166,4 bilhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em 2024, crescimento de 18% em relação a 2021.
Apesar do avanço, o investimento brasileiro em inovação ainda representa cerca de 1,23% do Produto Interno Bruto (PIB), percentual inferior ao observado em economias líderes em tecnologia, como Israel, Coreia do Sul, Japão, Estados Unidos e Alemanha.
O governo também anunciou a criação do projeto Cientistas de Dados pelo Brasil, iniciativa que pretende integrar e padronizar informações sobre investimentos em pesquisa e inovação realizados pelos estados.
Para especialistas, programas como o Tecnova desempenham papel estratégico na aproximação entre pesquisa científica e mercado, estimulando o surgimento de novos negócios, o aumento da produtividade e a geração de empregos qualificados em setores de maior valor agregado.





