Não é só futebol! Copa do Mundo pode impulsionar faturamento de supermercados

Consumo por conveniência, churrasco e encontros em casa deve impulsionar vendas do varejo alimentar durante o torneio de 2026

Por: Redação
18/05/2026 às 10h31 Atualizada em 20/05/2026 às 23h49
Não é só futebol! Copa do Mundo pode impulsionar faturamento de supermercados

A proximidade da Copa do Mundo de 2026 já começa a movimentar o varejo alimentar brasileiro. Supermercados, atacarejos e lojas de conveniência projetam aumento relevante nas vendas durante o torneio, impulsionados principalmente pelo consumo ligado a encontros entre amigos, churrascos e compras de última hora antes dos jogos.

Levantamento da Scanntech aponta que o ticket médio nos supermercados pode crescer até 69% nas duas horas que antecedem partidas da Seleção Brasileira. O fluxo de consumidores nas lojas também tende a subir, especialmente na véspera dos jogos.

A expectativa do setor é que a edição de 2026 tenha impacto ainda maior do que a Copa do Catar, realizada em 2022.

Isso porque o novo formato do torneio terá mais seleções, mais jogos, maior duração e, principalmente, as partidas sendo disputadas em horários considerados mais favoráveis ao consumo no Brasil. 

A Copa de 2026 será a maior da história, com 48 seleções e 104 partidas disputadas ao longo de 39 dias.

Consumo emocional favorece alimentos e bebidas

Historicamente, grandes eventos esportivos alteram o comportamento do consumidor brasileiro. Categorias ligadas ao chamado “consumo de socialização” costumam liderar o crescimento, incluindo carnes, cervejas, refrigerantes, snacks, carvão, congelados e pizzas.

Segundo dados analisados pela Scanntech, partidas do Brasil aos sábados registraram os maiores impactos no varejo alimentar em torneios anteriores, com aumento expressivo no fluxo de consumidores e no volume de compras.

Com essa expectativa, o ramo de supermercados já se prepara para o período do torneio, com reforço de estoque, campanhas publicitárias e planejamento de vendas voltado ao consumo durante os jogos. 

Supermercados tentam recuperar margem

O evento esportivo também surge em um momento importante para o setor supermercadista. Nos últimos meses, o varejo alimentar vem enfrentando alta pressão inflacionária, juros elevados, queda no poder e a evidente queda de consumo em diversas categorias. 

A Copa aparece como uma oportunidade de aumentar fluxo em loja e elevar o tíquete médio sem depender exclusivamente de descontos agressivos.

Além disso, o setor aposta no fortalecimento das vendas por conveniência e compras rápidas de última hora, principalmente próximas aos horários das partidas.

Pequenos varejistas também podem se beneficiar

O impacto positivo não deve ficar restrito às grandes redes. Mercados de bairro, conveniências, açougues, distribuidoras e pequenos varejistas também podem capturar parte importante do aumento de consumo, especialmente em regiões residenciais.

Especialistas do setor apontam que negócios menores tendem a se beneficiar em períodos como esse, tendo em vista que tem estoque rápido, entrega ágil e a facilidade de comunicação local com seus clientes. As reuniões ocasionais para acompanhar os jogos são motivadores de aumento na busca de praticidade na hora de garantir os comes e bebes para o momento das partidas. 

Copa amplia disputa pela atenção do consumidor

Com o aumento de pedidos via plataforma digitais, a Copa do Mundo também acompanhará uma disputa acirrada pela atenção dos consumidores que utilizarão a facilidade para garantir os alimentos e bebidas durante os jogos. 

Além do preço, a velocidade de entrega e a conveniência passam a ter peso ainda maior durante o período dos jogos.

O avanço do delivery alimentar desde 2022 mudou parte do comportamento do consumidor, o que deve tornar a competição mais intensa nesta edição da Copa.

Eventos esportivos seguem como motor de consumo

Mesmo em um cenário econômico mais cauteloso, grandes eventos continuam funcionando como importantes aceleradores de vendas no varejo brasileiro. Isso tem uma explicação simples. os jogos envolvem apelo emocional, consumo coletivo, entretenimento e experiência social. Essas junções de fatores faz com que os consumidores reflitam menos ao investir seu dinheiro em compras por impulso, ou seja, o consumidor pensa menos para decidir a compra. 

Para o varejo, a Copa de 2026 pode representar não apenas aumento de vendas, mas também uma oportunidade estratégica para recuperar fluxo, fortalecer relacionamento com clientes e impulsionar categorias de maior margem.